Localização: Rua Lobo da
Costa, 849
Funcionamento: O
teatro é aberto somente quando há
apresentações artístico-culturais ou
com agendamento para eventos.
Telefones para informações:
(53) 225 7636
Um pouco da história
Construção : 1920/1921
Projeto
de Stanislau Szarfarki. Francisco
Vieira Xavier, Francisco Santos e
Rosauro Zambrano contrataram, no ano
de 1920, o empreiteiro Paulino
Rodrigues para a construção deste
teatro. Durante a obra houve uma
mudança de construtor, passando os
trabalhos para a responsabilidade da
firma Rodrigues & Cia.
Sua capacidade, somando camarotes e
platéia, é de aproximadamente 1500
lugares. Possui mais 900 lugares na
"geral" e 25 camarins para artistas.
A
grande volumetria do prédio tem na
sua fachada figuras e alegorias com
motivos indígenas na platibanda
vazada e acesso marcado por avanço
volumétrico formando um terraço e
marquise com linhas sinuosas do
estilo Art-Nouveau em ferro e vidro.
Apresenta dois terraços laterais com
colunas e pilastras dóricas que
abrem portas para o "foyer", para
recreio dos ocupantes dos camarotes.
Internamente as pinturas do teto
originais são de Willy Schmidt e
Joaquim Lamas Filho. As escadarias,
com balaustradas de ferro trabalhado
em renda, e degraus de mármore
acessam à primeira e segunda ordens
de camarotes. Seus materiais vieram
de diversos pontos do país e do
exterior: a cúpula metálica do teto
e mobília do salão e secretaria são
de Buenos Aires; a marquise e gradis
vieram da Fundição Indígena (RJ); os
mármores e o pano de honra do
teatro, da Itália; a mobília da
platéia e camarotes, de Porto
Alegre; as guarnições de veludo
rouge dos parapeitos dos camarotes e
cortinas, da Colchoaria Pelotense;
as esculturas em mármore foram
executadas por Angelo Giusti.
Foi
inaugurado no dia 30 de abril de
1921 com a apresentação da ópera "O
Guarany" de Carlos Gomes, a cargo da
Companhia Lírica Italiana Maranti .
A data de 1920, estampada no tímpano
do frontão, comemora os 50 anos da
estréia desta ópera no Teatro Scala
de Milão. Durante a década de 70,
sofreu grande reforma: reduziram o
pé direito da platéia com um forro
que escondeu as pinturas do teto,
perdendo-se assim o "Paraíso".
Atualmente, o Teatro Guarany segue
como casa de espetáculos e local de
atos solenes, com destaque para
cerimônias de formatura.